Como a maioria de nós, eu vim conhecer o louro na cozinha, aquelas folhas verdes e perfumadas que entravam na panela de pressão pra fazer o feijão e depois eram pescadas de dentro do prato já pronto, e sempre gostei muito dele.
Mas um relacionamento mais íntimo só veio a surgir anos depois, quando eu vim a conhecer os Deuses da Lusitânia, Endovélico entre eles, e reconheci o louro como uma de Suas plantas consagradas, com sua imagem gravada nos altares a Ele dedicados:
Na minha liturgia pessoal, uma folha de louro é oferecida a Ele todas as manhãs antes das oferendas às outras Divindades, e a cada 9 dias eu faço um rito centrado Nele onde 3 folhas, escolhidas entre as maiores e mais perfeitas, são amarradas juntas com um fio vermelho para formar um ramo sagrado, que se torna a chave do portal entre os mundos que Ele abre e guarda enquanto o rito durar -- no dia seguinte, as folhas são cerimoniosamente picadas com as mãos e vão forrar a tigela de oferendas devidamente esvaziada e lavada, e ali ficam até a próxima novena.
E é para aproximar mais esse contato que eu escolhi o louro como homenageado neste ciclo dos 30 Dias.
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