segunda-feira, 23 de março de 2026

30DVII -- Escrever Nova Fonte II


(cont.)
PROPRIEDADES: anti-inflamatório, bactericida, hepatoprotetor, digestivo, hipoglicemiante

USOS: indigestão, cólicas, gases, acne e cicatrização de feridas, hepatite gordurosa, diabetes

domingo, 22 de março de 2026

30DVII - Escrever Nova Fonte I


...e agora, sintetizar o que aprendemos num texto novo:

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LOUREIRO

NOME CIENTÍFICO: Laurus nobilis sp. (3 espécies no gênero, outras aparentadas de gêneros diversos)

HABITAT: nativa do Mediterrâneo, atualmente em toda a zona temperada e subtropical

CULTIVO: solo profundo, com bom conteúdo orgânico e boa drenagem de umidade, boa exposição à luz solar, irrigação apenas se a terra estiver seca; plantio na Primavera (em alguns lugares também no Outono), poda dos ramos no começo do Inverno

COLHEITA: fim do Verão (folhas e frutos)

PARTES UTILIZADAS: folhas, frutos

SABOR/AROMA: folhas aromáticas, amargas quando frescas, sabor suave quando secas; componente tradicional do bouquet garni

FARMACOQUÍMICA: óleos essenciais eucaliptol, linalol, eugenol, terpenila e pinenos, além de taninos, alcalóides, flavonóides, potássio e magnésio, e vitaminas C, A, B6 e B9

(continua amanhã)

sábado, 21 de março de 2026

30DVII - Ler Nova Fonte Médica

Diferentemente do ciclo da Amoreira, desta vez eu nem me dei ao trabalho de ver o que o alfarrábio do Culpeper diz a respeito do Louro, provavelmente outra enxurrada de pataquadas com uma ou outra informação relevante perdida no meio.
Então fui procurar uma fonte mais respeitável. 
E eis que a Ayurveda tem uma boa dose de tradição e sensatez para oferecer.
Segundo este site, os textos védicos falam do uso de outras variedades do louro que não a mediterrânea, mas atualizaram as informações quando ele foi posteriormente introduzido na Índia -- as folhas são eficazes em infusão contra cólicas e gases, o óleo dos frutos tem efeito antiacne por sua ação bactericida, e também alivia dores reumáticas e contusões.
(ah, sim, o site adverte que NÃO há estudos com gestantes ou amamentantes, então seu uso é contraindicado nestes casos).

sexta-feira, 20 de março de 2026

30DVII - Nome Pessoal

O desafio hoje é mais complexo: criar (ou descobrir?) um novo nome para o louro, um nome pessoal, a ser usado em ritos de cura e magia, que expresse algo de sua natureza essencial. 
Decido por um nome "secreto" e um título público - para o nome, eu peguei o nome do gênero, Laurus, e usei meu código numerológico baseado no Ogham, chegando ao número 316; a partir daí obtenho três arranjos de letras, ficando com o terceiro deles, de base Celtibérica.
Quanto ao título, o que me veio foi "verde cura" que em Proto-céltico seria glassoiakos e soa muito bem: amanhã, nas comemorações do Equinócio, verei o que as Divindades tem a dizer.

quinta-feira, 19 de março de 2026

30DVII - Personalidade

Eu não incluí este quadro da Pítia do Oráculo de Delfos na postagem de ontem porque ela me pareceu um retrato perfeito do caráter não-totalmente-deste-mundo do louro, a Liminalidade em forma de planta, algo diante do qual se guarda um silêncio reverente.

quarta-feira, 18 de março de 2026

30DVII - Artes

Como a planta-símbolo da Inspiração, o louro foi tema de incontáveis obras de arte desde a Antiguidade clássica, em especial pelo mito de Dafne e Apolo que já vimos:


A escultura clássica de Bernini, com sua Impressionante riqueza de detalhes como a transição da textura da pele humana para a casca da árvore, é o exemplo mais conhecido do público em geral, mas quadros como o de Antonio del Pollaiuolo não ficam atrás:


Ou a versão mais moderna de Waterhouse:

Mas o louro em si mesmo também é presente, com a coroa de louro como símbolo de vitória:


...e de Inspiração poética: Dante e Virgílio, aqui retratados por Hippolyte Flandrin visitando o Purgatório, estão ambos coroados de louro como poetas que são:

E o louro passou a fazer parte dos retratos oficiais do Poeta:

E a imagem da coroa se tornou um dos ornamentos gráficos mais frequentemente usados no design contemporâneo:

Mas, para mim, o detalhe do quadro de René-Antoine Houasse que encabeça este post é o mais expressivo e sintético de todos eles, uma imagem que fala por mil palavras.

terça-feira, 17 de março de 2026

30DVII - Meditação

Lavada a cabeça com a tintura de louro, bebido o elixir espagírico de louro, um ramo de louro sob o travesseiro, um ramo de louro em minha mão, uma folha de louro em minha boca, eu me deito em meditação esta manhã. 
Visualizo uma mandala de folhas de louro, com uma vela no centro, e deixo a atenção interior se mover pela imagem.
Um raio de Sol desce, e um loureiro se eleva, o verde respondendo ao ouro; a luz e a planta se fundem, um loureiro dourado brilha à minha frente.
Minha consciência entra na Árvore, e o que vejo? Escuridão, a força sombria no centro de todas as coisas, a matriz de onde tudo nasce e para onde tudo retorna.
Percebo que não há como entender a Luz sem a Escuridão, e que não há Vida onde uma ou outra estão ausentes. 
Consciente ao mesmo tempo da Luz fora e da Escuridão dentro, respiro uma e outra, invertendo suas posições e retornando-as, com a Vida crescendo no encontro de ambas.
Minha consciência se dissolve junto com a visão, e retorno ao mundo aparente.