Visualizo uma mandala de folhas de louro, com uma vela no centro, e deixo a atenção interior se mover pela imagem.
Um raio de Sol desce, e um loureiro se eleva, o verde respondendo ao ouro; a luz e a planta se fundem, um loureiro dourado brilha à minha frente.
Minha consciência entra na Árvore, e o que vejo? Escuridão, a força sombria no centro de todas as coisas, a matriz de onde tudo nasce e para onde tudo retorna.
Percebo que não há como entender a Luz sem a Escuridão, e que não há Vida onde uma ou outra estão ausentes.
Consciente ao mesmo tempo da Luz fora e da Escuridão dentro, respiro uma e outra, invertendo suas posições e retornando-as, com a Vida crescendo no encontro de ambas.
Minha consciência se dissolve junto com a visão, e retorno ao mundo aparente.
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