terça-feira, 17 de março de 2026

30DVII - Meditação

Lavada a cabeça com a tintura de louro, bebido o elixir espagírico de louro, um ramo de louro sob o travesseiro, um ramo de louro em minha mão, uma folha de louro em minha boca, eu me deito em meditação esta manhã. 
Visualizo uma mandala de folhas de louro, com uma vela no centro, e deixo a atenção interior se mover pela imagem.
Um raio de Sol desce, e um loureiro se eleva, o verde respondendo ao ouro; a luz e a planta se fundem, um loureiro dourado brilha à minha frente.
Minha consciência entra na Árvore, e o que vejo? Escuridão, a força sombria no centro de todas as coisas, a matriz de onde tudo nasce e para onde tudo retorna.
Percebo que não há como entender a Luz sem a Escuridão, e que não há Vida onde uma ou outra estão ausentes. 
Consciente ao mesmo tempo da Luz fora e da Escuridão dentro, respiro uma e outra, invertendo suas posições e retornando-as, com a Vida crescendo no encontro de ambas.
Minha consciência se dissolve junto com a visão, e retorno ao mundo aparente. 

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