Qualquer um de nós que teve a oportunidade de cultuar, e então contactar, alguma das Divindades antigas, tem inúmeras histórias para contar -- ou teria, se algumas delas não estivessem sob interdição por ordem da Divindade em questão e a maioria delas, como já disse, ocorrer de modo tão despretensioso e ordinário que simplesmente não teriam sentido para alguém fora da relação. Mas esta semana é a das vivências particulares, diferentemente dos testemunhos dados anteriormente, então vamos ver o que conseguimos...
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Você está diante de um monte tumular verde, numa planície verde, do outro lado de um rio de águas escuras; cruze o rio, raso e muito frio, até a outra margem, e caminhe ao redor do monte, no sentido anti-horário, até encontrar um caminho de subida ao monte (voltado para qual direção?), com dois pilares de pedra negra e uma terceira pedra suspensa sobre eles como entrada do caminho; suba ao monte e siga por uma trilha serpenteante e escura, com cheiro de terra, até uma luz bem no alto do monte.
Você contempla uma pilha de pedras que chega à sua cintura, coberta de flores secas, com um crânio de cabra sobre ela; os chifres são revestidos de prata, há uma vela preta na órbita esquerda, uma vela branca na órbita direita, uma vela vermelha entre os chifres, e o crânio está recoberto de letras desconhecidas; faça uma reverência ao crânio e peça permissão para descer às profundezas, ofertando o ramo de cipreste que subitamente surge em suas mãos.
Se nada ocorrer, não é a ocasiao: agradeça, desça pela trilha, volte por onde veio.
Se for a ocasião...você subitamente cai para dentro do monte, uma escuridão fria e silenciosa, e após eras de queda você se percebe deitado na escuridão total, que lentamente deixa ver um círculo de pedras negras entremeadas com ossos brancos, e uma fogueira no centro que cheira a resina de cipreste.
Olhe para além do círculo à sua frente, veja o que (ou quem) há para ser visto; olhe à direita, atrás e à esquerda, dando tempo para perceber o que se revela ali.
Agradeça, vire de costas para o fogo central, deite-se, feche os olhos; num instante você flutua na escuridão sobre o abismo, no instante seguinte está diante do crânio de cabra no monte santo.
Sobre o altar há uma taça de cerãmica, na qual você bebe a mesma água fria do rio que cruzou para chegar aqui; ofereça a romã surgida agora em suas mãos como agradecimento, faça uma reverência, volte-se e desça pelo caminho, sem olhar para trás, até cruzar o portal de pedra.
Olhe a planície verde uma última vez (algo mudou?), cruze o rio para a outra margem, respire fundo e volte ao mundo do dia-a-dia.
Escreva o que viu e sentiu.
Escreva o que sonhar esta noite.
Não repita isso mais de uma vez por mês no início; mais tarde a visão pode ser repetida a cada sete ou nove dias.
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Divination For 2026
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We can move through life mindlessly and end up getting hurt. We can be
afraid of losing what we have and settle for good enough. Or we can build
on what we...
Há 11 horas
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